quarta-feira, 26 de setembro de 2012

primeiro prefeito psolista


Sete anos após fundação, PSOL mira sua primeira prefeitura

Segundo última pesquisa do Ibope, Edmilson Rodrigues tem 47% das intenções de voto

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Edmilson Rodrigues abraça eleitora em Belém
Foto: Facebook / Divulgação
Edmilson Rodrigues abraça eleitora em BelémFACEBOOK / DIVULGAÇÃO
SÃO PAULO - Criado há sete anos, o PSOL participa de sua quarta eleição disputando 350 prefeituras e com chance de ganhar em Belém, segundo pesquisas de intenções de voto. A última sondagem feita pelo Ibope mostrava o candidato da legenda, Edmilson Rodrigues, com 47% da preferência na capital paraense. O adversário mais próximo, o deputado federal José Príante (PMDB), tem 16%. No Congresso Nacional, o PSOL ficou marcado pelas posições firmes de oposição. Se vencer no Pará, terá o seu primeiro telhado de vidro. O partido, que nasceu com militantes expulsos do PT, encampou lutas contra o governo Dilma Rousseff e membros do Legislativo, como as ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), e, mais recentemente, contra o ex-senador Demóstenes Torres.
Quem pode levar o PSOL ao governo é o arquiteto Edmilson Rodrigues, que governou a cidade de Belém por dois mandatos, entre 1997 e 2004, quando ainda estava no PT. Atualmente, Rodrigues enfrenta uma denúncia do Ministério Público Federal que o acusa de não prestar contas na área de saúde e de não estruturar corretamente equipes do programa Saúde da Família na cidade.
Segundo a assessoria de Rodrigues, houve atraso no repasse do Fundo Nacional de Saúde, o que impossibilitou o repasse para alguns hospitais. Rodrigues diz que quando notificado, prestará os esclarecimentos à justiça.
Agora no PSOL, Rodrigues não abandona o discurso a favor dos mais pobres.
- Fizemos um governo voltado aos mais carentes, para aqueles que mais precisam do governo. Por isso essa nossa aceitação - diz Edmilson, que conta com pouco mais de um minuto de propaganda na televisão e enfrenta adversários apoiados por pesos pesados da política paraense, como o governador Simão Jatene (PSDB) e o senador Jader Barbalho (PMDB). Para tentar aplacar a popularidade de Rodrigues, os concorrentes dizem que ele é um candidato “isolado”, que não teria apoio do governo estadual ou do governo federal.
A proximidade com o governo Dilma é inclusive um trunfo usado pelo vice-líder nas pesquisas, José Príante, embora o PT tenha Alfredo Costa como candidato na cidade. O petista tem 5% das intenções de voto, o pior desempenho do PT em Belém desde 1985.
— Tenho uma relação afetiva com a militância do PT. Muitos membros do partido me dizem: sou PT, mas meu candidato é você — diz Rodrigues.
Apesar do apoio da militância, a cúpula petista no estado, ligada a ex-governadora Ana Júlia, não vê com bons olhos a candidatura do ex-aliado. Em eventual segundo turno, PT e PSOL devem ficar em fileiras diferentes. O isolamento e o radicalismo ideológico, citados pelos adversários, não o incomodam.
—Tem vereadores de todos os partidos me apoiando. Não posso citar nomes para não complicá-los com a base dos seus partidos — diz ele.
A eventual vitória de Edmilson é celebrada pelo presidente nacional do PSOL, deputado Ivan Valente. Segundo ele, o partido precisa passar por cargos executivos municipais para se aproximar do eleitorado e, então, pensar em voos mais altos, como as eleições estaduais e até para a Presidência.
—Vamos ter de governar. E a melhor forma de começar isso é com a experiência do Rodrigues. Ele tem experiência, tem visão de governabilidade e saberá lidar com a Câmara Municipal — diz Valente, que ainda avalia a campanha do PSOL no Rio de Janeiro como exemplo de entusiasmo da militância.
— O entusiasmo com a campanha do Marcelo Freixo só é comparável à campanha do Lula em 89.
As comparações com o PT, no entanto, param por aí. Valente descarta que o partido siga o caminho de pragmatismo político, com uma guinada rumo ao centro, como teria feito o PT, segundo os psolistas.
— Se fosse assim era mais fácil ter ficado no PT. Nós nos afastamos disso e preferimos seguir um caminho ideológico. Vamos governar sem fazer concessões de nossos princípios.
Rodrigues, por sua vez, repete o discurso de esquerda e afirma que o partido ainda irá lutar pela Presidência, para fazer um 'governo democrático, ecosocialista e que garantiria a soberania popular'.
— O PSOL vai comandar essa revolução, se Deus quiser.


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Um comentário:

  1. Quem merece levar o cargo de Prefeito de Belém é o Priante. Ele ja tem 20 anos de experiência de vida pública e sabe onde buscar os recursos. Ele é aliado da presidenta Dilma e parceiro do governador Jatene. Fora o que ele já vem fazendo como vereador. Esse sim tem compromisso com Belém.

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